A "remada viking" reduz a história da Noruega a um clichê violento para entreter turistas no futebol

Por Alexandre Miguel de Souza
11.07.2026
Imagem Instagram
Os vikings foram povos nórdicos originários das regiões que hoje correspondem à Noruega, Dinamarca e Suécia. Sua expansão ocorreu principalmente entre os séculos VIII e XI, período conhecido como Era Viking (aproximadamente de 793 a 1066).
Durante esse período, realizaram expedições marítimas que incluíam comércio, colonização, exploração e também ataques a mosteiros, cidades e comunidades em diversas partes da Europa, chegando ao Oriente Médio, norte da África e América do Norte. Suas principais rotas e alvos variaram de acordo com a origem do grupo (noruegueses, dinamarqueses ou suecos).
Por trás da imagem romantizada dos vikings em filmes e séries, existe uma história marcada por guerras, invasões, saques e violência. Seus ataques provocaram mortes, deslocamentos populacionais e destruição.
Não existe um número historicamente comprovado de quantas pessoas foram mortas pelos vikings ao longo da Era Viking. Os registros da época são incompletos e os historiadores não possuem estimativas confiáveis para um total de vítimas.
Sabe-se, porém, que milhares de pessoas morreram em batalhas, massacres, cercos e invasões ao longo de quase três séculos de expansão viking.
Ainda hoje, símbolos e referências vikings aparecem em campos de futebol, em Copas do Mundo e nos jogos da seleção da Noruega, muitas vezes como expressão de identidade cultural e orgulho histórico. No entanto, é importante refletir criticamente sobre o significado desses símbolos e sobre os episódios de violência associados a esse passado.
Conhecer a história exige reconhecer suas contradições, valorizando a memória de todos aqueles que foram afetados por processos de guerra, invasão e dominação.

Alexandre Miguel de Souza é escritor e poeta santista

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