A vida dura dos conselheiros de Tarcísio

Joaquim José da Silva Xavier

A vida dura dos conselheiros de Tarcísio

Joaquim José da Silva Xavier

03.04.2026

Uma situação que é praticamente o ‘modis operandi’ de quem se torna governador de São Paulo: colocar secretários como conselheiros em estatais para que recebam remunerações adicionais além dos subsídios, garantindo salários gordos, até acima do teto do funcionalismo.  

No governo Tarcísio de Freitas, a situação não é diferente. Ele vem enfrentando críticas e até fiscalização por conta disso. Segundo já divulgado em vários órgãos de Imprensa, mais de 10 secretários estaduais acumularam cargos em conselhos, com remunerações totais superando R$ 50 mil mensais.

Recentemente, a deputada paulista Monica Seixas (PSOL), numa oitiva com secretário de Parcerias e Investimentos de São Paulo, Rafael Benini, deixou clara a situação. Depois, ela comentou nas redes sociais:

“Enquanto o povo sofre com as privatizações, o governo de Tarcísio de Freitas tem 11 dos 25 secretários acumulando cargos em conselhos de estatais e engordando salários, alguns ultrapassando o teto do funcionalismo. Tem secretário recebendo mais de R$ 50 mil e até R$ 66 mil por mês dos cofres públicos. Salário mais participações em conselhos! Supersalários para aliados, arrocho para o povo”.

A oposição aponta a contradição entre o discurso de "gestão eficiente" e o acúmulo de cargos e salários, mencionando também casos no Metrô de São Paulo, onde a mudança para "independente" permitiu a manutenção de altos salários.

Esses pagamentos, embora frequentemente amparados por interpretações legais sobre empresas públicas, são alvo de denúncias por aumentarem os custos da máquina pública, inclusive em um contexto de privatizações e cortes.

Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) foi morto enforcado no dia 21 de abril de 1792. É celebrado como mártir da Independência e herói brasileiro até os dias de hoje.

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