Ação originada em Praia Grande leva STF a discutir fim do “império dos penduricalhos”
02.03.2026

02.03.2026
Sandro Thadeu
Imagem principal: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande
Uma ação judicial iniciada em Praia Grande, no litoral paulista, levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a ampliar o debate no País e frear os chamados “penduricalhos” no serviço público, ou seja, as verbas indenizatórias que permitem a superação do teto constitucional do funcionalismo, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, equivalente ao salário dos ministros da mais alta corte do País.
No mês passado, o ministro Flávio Dino determinou que União, estados e municípios suspendam, no prazo de até 60 dias, benefícios que não estejam previstos em lei. A decisão foi tomada no âmbito de um processo envolvendo procuradores municipais de Praia Grande, mas recebeu alcance geral, passando a produzir efeitos para toda a administração pública.
O caso teve início em outubro de 2023, quando a Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro Sul de São Paulo acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A entidade buscava assegurar que os honorários de sucumbência (valores pagos pela parte vencida em processos judiciais à vencedora) fossem destinados integralmente aos procuradores, respeitando como limite o teto remuneratório constitucional.
O Órgão Especial do TJSP reconheceu a natureza remuneratória desses honorários, mas estabeleceu um subteto correspondente a 90,25% do salário dos ministros da mais alta corte do País. Após sucessivos recursos rejeitados, a associação levou o tema ao STF, sob o argumento de que o tribunal paulista teria ultrapassado sua competência ao interpretar precedentes do próprio STF.
Auxílio-panetone e auxílio-peru

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