Artista de Guarujá presenteia cidade com um belo Reggae
Artista de Guarujá presenteia cidade com belo reggae

Artista de Guarujá presenteia cidade com belo reggae
Por Luciano Albano
07/01/2026
O artista guarujaense conhecido como Marco Velho Monge irá presentear seus fãs com uma verdadeira pérola musical. No início deste mês, será lançado em todas as plataformas digitais o single “Pérola do Atlântico”, uma bela homenagem do talentoso cantor e compositor para a terra que o acolheu com tanto carinho.
Marco também divulgará seu novo trabalho através de um mini documentário que será exibido em sua página no YouTube. Em breve também entrará em produção um videoclipe.
Marco Antonio Silva é seu nome de batismo, porém adotou “Marco Velho Monge” como nome artístico. Nascido no Piauí, Marco migrou para o Guarujá na juventude.
O nome artístico "Velho Monge" é uma homenagem carinhosa ao Rio Parnaíba, que banha sua terra natal e é conhecido por esse apelido. Essa conexão entre suas raízes nordestinas e a vivência no litoral paulista é um dos pilares de sua obra.
Nascido nos anos 70, sempre foi influenciado pelo bom e velho “rock and roll” desde sua adolescência impulsionado pelo boom do rock nacional nos anos 80/90 e, inspirado nos amigos da escola que faziam rock autoral, começou a criar suas próprias canções.
O underground foi sua influência e bandas e artistas como “Raul Seixas”, “Made in Brazil”, “Joelho de Porco”, “Golpe de Estado”, “Tutti Frutti” dentre outras inspiraram o artista para voar criativamente, além de “Engenheiros do Havaí” e “Barão Vermelho” já nos anos 80/90.
A base do trabalho de Marco Velho Monge é essencialmente a construção da música autoral. Morando no Piauí, sempre teve contato com a música brasileira e popular, a música brega com artistas como Waldick Soriano, Alipio Martins, Nelson Ned, Carlos Santos, que eram músicas muito executadas à época. Paralelo a estes sons, ecleticamente se misturava ao rock de Kiss, e demais bandas clássicas, um verdadeiro caldeirão de referências.
Mudou-se para o Paraná e lá formou sua primeira banda (Os Rebeldes) com seu irmão, destacando-se no cenário underground, punk e alternativo. Em 1994 chegou ao Guarujá, formando a banda “SRD”. Já em 2013, com seu amigo Nado, começou a compor e ali nasceu “Velho Monge”, banda inicial com a formação de amigos “Nado Podreira”, José Ricardo Santana na guitarra, Samuel na Bateria e Mario Moraes no baixo.
Em 2014 a banda estreou em grande estilo na abertura do show de André Mattos em show realizado no Guarujá. Em 2017 começou sua carreira solo gravando seu primeiro EP “O Outro Lado” onde conheceu o Movimento Santo de Casa (coletivo que incentiva artistas autorais da Baixada Santista) e obteve grande projeção na região.
Neste período gravou mais dois EP´s: “Vida Longa ao Rock and Roll” e “Não Faça a Guerra”, na sequência “Rock Sem Firula” (com 4 canções) e “Algum Lugar” que está sendo finalizado atualmente.
A trajetória de Marco Velho Monge é marcada por uma profunda conexão entre suas raízes e o cenário litorâneo que o acolheu. Durante o período de isolamento na pandemia, o artista transformou a pausa dos palcos em um fértil período de composição, dando vida a obras como “Não se pode” — uma emocionante homenagem aos seus amigos de banda no Piauí — e a reflexiva “Nem tudo é”.
O Reggae e a Identidade Caiçara
Foi nesse universo de experimentações que nasceu “Pérola do Atlântico”. A faixa é um reggae autêntico, ritmo que moldou a formação musical de Marco através da influência de seus vizinhos, que ecoavam clássicos de:
• Gregory Isaacs e Peter Tosh
• Bob Marley e Alpha Blondy
• Jimmy Cliff e UB40
Um Presente para o Guarujá
Mais do que uma música, “Pérola do Atlântico” é uma declaração de amor à Ilha de Santo Amaro. Em uma construção poética admirável, Marco consegue citar 17 praias da cidade, transformando a geografia local em melodia.
O lançamento foi pensado como um presente para o aniversário do Guarujá, unindo o balanço do reggae ao clima solar da cidade. É uma obra que celebra a beleza natural e o espírito de quem vive e ama esse litoral.
Convido a todos para apreciar esta obra de arte de um talentoso e grande amigo que a música me apresentou. Marco Velho Monge não apenas toca, ele traduz a alma da nossa ilha em canção.
Para conhecer mais sobre esse e outros projetos, siga o artista nas redes sociais e mergulhe no universo musical do Velho Monge. Sucesso, Marco!
Luciano Albano é músico e publicitário, formado em Comunicação Social

Comentários dos leitores
Carregando comentários…