Ato unificado pela democracia toma as ruas de Santos (SP) neste sábado

Bota pra Virar e Pelas Mulheres, Juventude, Classe Trabalhadora e Democracia tem concentração na Avenida Conselheiro Nébias

Ato unificado pela democracia toma as ruas de Santos (SP) neste sábado

Cidinha Santos e Luis Henrique Fernandes da Silva

22.10.2026

Fotos: Divulgação

Dois dos principais movimentos santistas pela democracia -  Bota pra Virar e Pelas Mulheres, Juventude, Classe Trabalhadora e Democracia – prometem reunir milhares de pessoas este sábado (24), às 16 horas, a frente do Sindicato dos Petroleiros - Avenida Conselheiro Nébias, 248 – Santos (SP), para uma marcha em direção a orla da praia, na última última grande mobilização da campanha de segundo turno na cidade em apoio à reeleição do presidente Lula e democracia.

O percurso ocupará uma faixa da avenida até o último semáforo antes de chegar à Avenida da Praia, repetindo o trajeto realizado no dia 13 de outubro. Após uma sequência intensa de manifestações durante o segundo turno, os movimentos progressistas seguem mobilizados, demonstrando força, coragem e disposição para buscar uma virada histórica nas urnas.

A organização reforça que o ato será marcado pela esperança, pelo diálogo e pela busca de votos. A orientação é acolher e vibrar com quem estiver disposto a somar nessa construção, evitando confrontos e qualquer tipo de enfrentamento que possa colocar os participantes em risco.

Para o secretário de Comunicação do PT Santos, Luis Henrique, a participação popular tem sido fundamental durante toda a campanha. “A participação das pessoas tem sido fundamental. A presença dos jovens nos atos tem chamado a atenção, mas queremos convocar todo mundo: jovens, idosos, trabalhadores, empresários e todas as pessoas dispostas a defender nossa democracia, nossa soberania e o futuro do Brasil. Não podemos desistir de buscar essa virada”, afirma.

O chamado é para que todos que acreditam na democracia e querem construir esse resultado estejam nas ruas neste sábado, fortalecendo a mobilização e mostrando que ainda há disposição para lutar até o último momento.

Pelas mulheres, juventude, classe trabalhadora e democracia

Junto, a manifestação reúne mulheres, crianças, juventude, trabalhadoras e trabalhadores e movimentos sociais em defesa irrestrita das instituições democráticas, contra retrocessos nos direitos sociais, sucateamento na educação e a perseguição às universidades públicas. Concentração às 16h com oficina de confecção de cartazes espaço para crianças.

A iniciativa é acompanhada de oficina aberta de confecção de cartazes — contando com espaço dedicado especialmente às crianças —, estimulando o envolvimento de toda a comunidade por meio da arte e da manifestação criativa.

Às 18h, o ato político ganha força com pronunciamentos, momentos culturais e intervenções dos movimentos participantes. A mobilização é aberta à participação toda a população e organizada conjuntamente por diversos coletivos feministas, estudantis, movimentos sociais e sindicatos da Baixada Santista.

O evento busca ocupar o espaço urbano de forma ampla e inclusiva para reforçar a defesa das instituições democráticas, a garantia de direitos sociais e o fortalecimento das políticas públicas no país e na região.

Pautas centrais da mobilização

O ato surge como uma resposta coletiva unificada da região em defesa do Estado Democrático de Direito e contra os recentes retrocessos que impactam diretamente o cotidiano da população brasileira:

1.     Defesa incondicional da Democracia: Combate ao autoritarismo, preservação das liberdades civis e garantia da participação popular e cidadã na política e nas decisões que afetam trabalhadoras e trabalhadores.

2.     Defesa dos Direitos das Mulheres e da classe trabalhadora: Denúncia da perda e rebaixamento de conquistas históricas, exigência de equidade salarial, fim da violência de gênero e ampliação de políticas públicas voltadas à saúde, proteção à infância e bem-estar de todas e todos.

3.     Valorização da Educação Pública: Rejeição aos cortes orçamentários, contra o sucateamento e pelo investimento contínuo no ensino público, básico e técnico.

4.     Não perseguição às Universidades Públicas: Defesa da autonomia universitária, da pesquisa científica e do livre pensamento no ambiente acadêmico, historicamente alvos de ataques e desqualificação.

Para a organização do ato, "A ocupação democrática dos espaços públicos é a ferramenta mais legítima que a sociedade organizada tem para defender suas conquistas e garantir avanços. Democracia se constrói com participação.

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