Bolsonaristas fogem do País quando a Justiça bate à porta

Bolsonaristas fogem do País quando a Justiça bate à porta

Bolsonaristas fogem do País quando a Justiça bate à porta

Bolsonaristas fogem do País quando a Justiça bate à porta

Carlos Ratton

31/12/2025

Fotos: Youtube/Câmara dos Deputados/Agência Brasil/Congresso em Foco

Com a prisão recente de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Aeroporto Internacional de Assunção (Paraguai), chega a sete o número de balsonaristas que condenados a ou ainda não pela Justiça, tentaram fugir do Brasil, com o objetivo de evitar o cumprimento das penas ou julgamentos. Para muitos, a fuga é uma verdadeira confissão de culpa. Para bolsonaristas, um ato de heroísmo.   

Vasques foi preso após o Natal, na madrugada do dia 26. Ele foi entregue à Polícia Federal (PF) em Cidade do Leste, após uma viagem de cinco horas de carro até a fronteira com o Brasil. Estava com identidade falsa, foi entregue a Polícia federal e, atualmente, se encontra preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF). Ele foi condenado por participação na tentativa de Golpe de Estado. 

Carlos Rocha

O presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha, está foragido após ter prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sábado (27). A decisão foi proferida após Silvinei Vasques ser preso no Paraguai.

A ordem de prisão foi tomada "de ofício", ou seja, sem provocações da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF). A determinação teve o objetivo de evitar novas fugas de condenados.

Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista. A atuação dele teria se dado na produção e divulgação de relatório falso sobre falhas nas urnas para justificar a contestação do resultado eleitoral.

Ele foi condenado apenas por dois dos cinco crimes apontados pela PGR: organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Alexandre Ramagem

Está foragido do Brasil desde setembro. O Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos, um mês e 14 dias de prisão, em regime fechado. Os crimes estão ligados à tentativa de ruptura institucional.

Em setembro exercia o mandato de deputado federal pelo Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro. Entrou nos Estados Unidos (EUA) com passaporte diplomático. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da PF Andrei Rodrigues.

Em novembro último, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do parlamentar e também comunicou à Câmara dos Deputados a necessidade de cassação do mandato.

A medida foi concluída em 18 de dezembro. Anteriormente, Moraes pediu a extradição às autoridades dos Estados Unidos. O passaporte diplomático, por sua vez, foi cancelado pela Câmara.

Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado virou réu no STF em novembro. A acusação é de coação no curso do processo. Dessa forma, o caso envolve uma suposta tentativa de interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que se encontra preso.

Em fevereiro, o ex-parlamentar seguiu para os EUA. A viagem ocorreu antes de qualquer denúncia apresentada pela PGR. Desde então, ele permanece no país.

Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Carla Zambelli

A ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado e à perda do mandato. Ela deixou o Brasil em junho, pouco antes da decisão do STF com destino à Itália por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e na adulteração de documentos oficiais.

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli planejou a ação em conjunto com o hacker Walter Delgatti. O ataque ocorreu no início de 2023 e tinha como objetivo inserir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes.

Zambelli foi presa em 29 de julho último na Itália, pela polícia local. Desde então, a ex-deputada está na prisão Germana Stefanini, conhecida como prisão feminina de Rebibbia, em Roma. No dia 14 de dezembro, ela renunciou a seu mandato de deputada, sendo substituída pelo suplente Adilson Barroso (PL-SP).

Carla Zambelli

Allan dos Santos

O blogueiro deixou o Brasil em julho de 2020. Dois anos depois, a Justiça o condenou a um ano, sete meses e um dia de prisão em regime aberto. Isso por conta dos crimes de calúnia, difamação e injúria. 

No momento em que deixou o país, o STF o investigava em dois inquéritos, e a Polícia Federal já havia realizado operações contra ele. Um dos inquéritos apura ameaças a ministros do tribunal e disseminação de conteúdo falso na internet, as chamadas “fake news”. O outro apura o financiamento de atos antidemocráticos. Nos dois casos, Allan nega envolvimento em irregularidades.

Considerado foragido da Justiça brasileira, ele vive nos Estados Unidos e teve a prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes no dia 5 de outubro de 2021, no âmbito do inquérito das milícias digitais.

Allan dos Santos

Oswaldo Eustáquio

A Justiça brasileira também considera esse investigado foragido, e ele responde a apurações por ameaça, perseguição, incitação ao crime, associação criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Fora do Brasil, o influenciador teve o pedido de extradição negado pela Justiça da Espanha. Em junho, o Judiciário espanhol rejeitou o último recurso apresentado no processo, mantendo a decisão contrária à entrega dele às autoridades brasileiras.

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