Buraco na Pompéia gera processo administrativo em Santos (SP)
Carlos Ratton

Carlos Ratton
20.04.2026
Fotos: Twiter e Divulgação/PMS/Francisco Arrais
Ao que parece, o secretário municipal das Prefeituras Regionais de Santos (SP), Rivaldo Santos, terá que ir bem preparado para prestar esclarecimentos à Câmara de Santos acerca de reclamações sobre os serviços de zeladoria da Cidade.
Recentemente, a Sociedade de Melhoramentos do Bairro da Pompéia abriu um processo administrativo para que seja feito o reparo de um grande buraco que está abrindo no asfalto da Avenida Marechal Floriano Peixoto em frente ao número 266. “Podia pedir também o recapeamento de todo o bairro, porque o que tem de buracos nas ruas de Santos não é brincadeira”, escreveu um munícipe.
O convite ao secretário foi aprovado faltando apenas a definição da data. Os parlamentares santistas devem cobrar de Santos a iniciativa ‘desastrosa’ de criação do personagem “Detetive Zelão”, voltado a tratar de zeladoria nas redes sociais.
A pergunta deverá ficar em torno dos custos de produção do Zelão, que teve vida mais curta do que vídeo nas redes sociais. Após virar alvo de críticas e ironias entre os vereadores e parte da população, a iniciativa foi suspensa por determinação do prefeito Rogério Santos (Republicanos).
A decisão veio depois de uma reação de alguns parlamentares de oposição e até da base governista, que não pouparam críticas ao personagem, classificado como “teatro”, “palhaçada” e até “vergonha” durante a sessão legislativa do dia 10 de março.
Nos bastidores do Palácio José Bonifácio, a avaliação é de que o episódio foi mais um ruído político desnecessário criado dentro do próprio governo. Fontes palacianas consultadas pelos Inconfidentes afirmam que a ideia partiu da secretaria comandada pelo jornalista Rivaldo Santos, sem maior alinhamento prévio.
A proposta até tinha uma justificativa interessante: usar linguagem simples e um personagem popular para explicar à população problemas recorrentes de zeladoria, como o crescimento do mato em períodos de chuva e a dinâmica dos serviços urbanos. Porém, a repercussão da ideia não surtiu o efeito esperado.
A escolha de um “detetive” como personagem caiu como provocação no Legislativo. Vereadores interpretaram a iniciativa como uma tentativa de invadir um terreno que consideram próprio: o de fiscalizar e apontar falhas da Administração Municipal.
Diante da repercussão negativa, o prefeito decidiu agir rápido para evitar que o episódio ganhasse proporções maiores. Por esse motivo, o detetive Zelão saiu de circulação antes mesmo de ganhar tração.

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