Filósofa e feminista Marcia Tiburi é a escritora-madrinha do novo Banco Vermelho em Santos pelo Feminicídio Zero

A literatura, a arte e a ocupação do espaço público se unem em uma poderosa ação de conscientização e memória.

Filósofa e feminista Marcia Tiburi é a escritora-madrinha do novo Banco Vermelho em Santos pelo Feminicídio Zero

Cidinha Santos

15.08.2026

Fotos: Divulgação

Coloque em sua agenda. No próximo sábado (22), a partir das 17 horas, a Realejo Livros e o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras inauguram o Banco Vermelho pelo Feminicídio Zero, instalado no parklet reformado em frente à tradicional livraria de rua. O ato marca também a celebração dos 25 anos da Realejo Livros e dos 20 anos da Editora Realejo.

A literatura contra o feminicídio - um símbolo de luta na calçada da livraria de rua. As madrinhas serão escritoras e jornalistas Adriana Carranca e Eliana Alves Cruz, além da filósofa, escritora e feminista Marcia Tiburi – única madrinha presente na ocasião.

Márcia Tiburi

A ação contará com o lançamento de “Ninfa Morta: uma história do ódio às mulheres”, seu livro mais recente. As frases enviadas pelas madrinhas serão pintadas no banco pela artista criativa Michele Rocha.

Durante a atividade, a artista criativa Michele Rocha fará a pintura das frases da campanha, com transmissão ao vivo: Lutamos pelo Feminicídio Zero. Sentar e refletir.

Adriana Carranca

Levantar e Agir serão pintadas na parte de trás do banco, voltada para a avenida. Na frente, as frases das madrinhas escritoras: “ser mulher é resistir e existir”, de Adriana Carranca, com vasta experiência na cobertura de direitos humanos e conflitos internacionais, que empresta seu olhar atento para dar visibilidade às causas urgentes.

”A vida é o desejo mais ardente de toda mulher”, da escritora e jornalista premiada, de Eliana Alves Cruz, cuja obra resgata memórias fundamentais, combate ao racismo estrutural e amplia o protagonismo das vozes femininas negras.

“O feminismo é o contrário da solidão.”, de Márcia Tiburi, autora reconhecida por seu pensamento crítico em defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate irrestrito ao machismo.

A iniciativa, fruto de uma parceria com o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras, une a potência da literatura à urgência do combate à violência contra as mulheres, transformando a calçada da livraria em um espaço vivo de memória, conscientização e denúncia.

O banco vermelho deixa de ser um mero assento urbano para se tornar um lembrete visual e afetuoso de que a transformação social passa pela ocupação do espaço público e pela educação. Ter a literatura como aliada nesse processo reforça o papel da palavra na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.

Eliana Alves Cruz

A literatura acolhe, provoca e transforma.

A iniciativa transforma a calçada em um espaço vivo de denúncia, educação e afeto urbano, reafirmando o papel da palavra e da cultura na construção de uma sociedade livre da violência de gênero.

Programação:

• 15h - Pintura com transmissão ao vivo: Acompanhamento da intervenção artística no Banco Vermelho conduzida por Michele Rocha;

• 16h30 - Apresentação do Grupo Vozes: Intervenção artística e poética integrando a abertura do evento;

• 17h - Choro de Bolso: Apresentação musical do duo formado por Marcos Canduta e Débora Gozzoli;

• 18h

- Falas da organização: Pronunciamentos da Realejo Livros (em comemoração ao duplo aniversário da livraria e da editora) e do Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras sobre o enfrentamento à violência contra a mulher;

- Fala de Marcia Tiburi e lançamento: A autora abordará o lançamento de “Ninfa Morta: uma história do ódio às mulheres”, da Editora Planeta e o papel do Banco Vermelho como símbolo de resistência;

- Sessão de Autógrafos: Momento de encontro de Marcia Tiburi com os leitores.

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