Educadores de SP promovem audiência pública na Alesp contra ‘pacote de crueldades” de Tarcísio

Carlos Ratton

Educadores de SP promovem audiência pública na Alesp contra ‘pacote de crueldades” de Tarcísio

Carlos Ratton

23.02.2026

Foto: Agência Brasil - EBC

Educadores do Estado de São Paulo estão convocando toda a sociedade paulista à participar nesta quarta-feira (25), a partir das 9h30, na sede da Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo (Alesp), de uma audiência pública visando a retirada de pauta do Projeto de Lei 1316/2025, que impõe novas regras à carreira no Magistério. A deputada Professora Bebel (PT) está à frente da iniciativa.  

O mote da audiência é um reforço do que já vem amplamente divulgado pela categoria: o PL 1316/2025 é uma verdadeiro “pacote de crueldades", pois propõe remoções compulsórias, regras punitivas de faltas e avaliação de desempenho para professores de forma totalmente injusta, envolvendo até perseguição política.  

Conforme as professoras, propõe mudanças no direito ao recesso de diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos; atera diversas leis complementares de 1985 a 2022, impactando a estrutura do magistério e é considerada perversa por sindicatos e opositores por ser visto como um ataque a direitos históricos dos educadores.

Mudanças

O Centro do Professorado Paulista analisou detalhadamente as mudanças sugeridas no projeto de lei. Segundo já explicado aos professores do Estado, a remoção de ofício ampliada, por exemplo, irá permitir remoções compulsórias “no interesse da administração”, fragilizando estabilidade.

O direito a 10 dias de recesso deixa de ser automático e passa a depender de ato do secretário de Educação, no caso Renato Feder. A avaliação de desempenho obrigatória e com efeitos punitivos passa a influenciar evolução, permanência e até remoção de docentes.

Pequenas ausências podem virar falta-dia, aumentando descontos e prejudicando evolução e o Adicional de Local de Exercício (ALE), que é um benefício financeiro pago a profissionais da educação (magistério e apoio) que atuam em escolas com difícil acesso ou alta vulnerabilidade, visando valorização e incentivo.

Regulamentado anualmente por decreto, o valor pode passar de R$ 650, impactando contracheques de quem trabalha em áreas vulneráveis, quilombolas ou indígenas. O adicional deixa de ser puramente indenizatório e passa a ser cortado com facilidade.

A proposta ainda prevê a institucionalização da remoção por desempenho insuficiente, a promoção condicionada à avaliação subjetiva, dificultando a evolução funcional e aumentando discricionariedade administrativa e fragiliza garantias ao permitir mudanças por decretos e portarias.

Comentários dos leitores

Carregando comentários…