Guarujá: Prefeitura vai apurar suposto assédio sexual
Guarujá (SP): Prefeitura vai apurar suposto assédio sexual Carlos Ratton

Guarujá (SP): Prefeitura vai apurar suposto assédio sexual
Carlos Ratton
27/12/2025

Foto Divulgação PMG
A Prefeitura de Guarujá abriu sindicância interna para apurar a denúncia de suposto assédio sexual envolvendo o secretário de Comunicação Paulo Henrique Siqueira, acusado por uma funcionária lotada em sua pasta. A informação é do próprio acusado que, procurado pelos Inconfidentes, enviou sua versão sobre a questão publicada pelo Metrópoles.
“Afirmo, como parte acusada, que a Prefeitura não se omitiu e abriu de imediato uma sindicância, da qual fui comunicado e vou responder exercendo meu direito de defesa. Sigo confiante de que vou comprovar a inexistência dos atos que são injustamente alegados. E, em relação aos demais ataques a mim e minha família, vou recorrer à Justiça para garantir que a verdade seja restabelecida”, disse o acusado.
A denunciante usou a Ouvidoria do município e, depois, recorreu à Polícia Civil formalizando um boletim de ocorrência em que revelou ter sido alvo de comentários de cunho sexual, tentativas de beijo e constrangimentos reiterados dentro do Paço Municipal Moacir dos Santos Filho. Os Inconfidentes tentou ouvir a denunciante, mas não obteve retorno.
Siqueira revelou aos Inconfidentes ter sido vítima de uma suposta fraude. “Para se ter uma ideia da maldade criminosa de que me vejo vítima, até mesmo um número de celular desconhecido, com uma pessoa se fazendo passar por mim, foi utilizado para responder a questionamentos do jornalista do Metrópoles, de forma totalmente indevida e com claro intuito de me prejudicar perante a opinião pública”, revela o acusado, que garante também recorrer à Polícia.
“Confirmada a fraude, nesta tarde (de sábado), me dirigi à delegacia e registrei boletim de ocorrência na Polícia Civil para pedir investigação de quem tentou fingir minha identidade e ludibriou o jornalista. Até a manhã deste sábado, eu nunca havia falado com este jornalista, quando eu mesmo tomei a iniciativa de ligar do meu próprio telefone e questioná-lo em relação ao número de contato que ele possuía. O número informado pelo jornalista não é e nunca foi meu”, completa.
Paulo Siqueira disse que em quase 20 anos de trabalho no setor público, jamais foi alvo desse tipo de “ataque e mentira. Sempre respeitei as profissionais que trabalharam comigo, e nego qualquer tipo de assédio sexual ao longo de todo esse período. Sou casado e pai de quatro filhos, sendo três meninas, menores de idade, e me sinto indignado diante das falsas acusações feitas, que afetam toda minha família”, concluiu.
Conforme já revelado, a denunciante acusa Paulo Siqueira de tentar beijá-la à força e de fazer comentários sobre seus corpo e suas roupas, após ver suas fotos nas redes sociais. Disse também que, por várias vezes, pediu respeito, mas tudo em vão, pois comentários e insinuações continuaram até na frente de terceiros, inclusive dentro de um carro oficial, na presença de um colega de trabalho. A Prefeitura deve ouvir outros funcionários.
O boletim de ocorrência classifica o fato como assédio sexual consumado, conforme o artigo 216-A do Código Penal, e praticado quando o autor vale-se “da condição de superior hierárquico ou inerente ao exercício de cargo, função ou emprego” para constranger a vítima.

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