Justiça avança em perícia sobre acidente que matou Eduardo Campos, em Santos (SP)
Da Reportagem com informações do Brasil 247

Da Reportagem com informações do Brasil 247
03.02.2026
Fotos: Agência Brasil/Congresso em Foco
O site Brasil 247 publicou que a Justiça Federal deu andamento a uma nova etapa da investigação sobre o acidente aéreo que resultou na morte de Eduardo Campos, em 2014, em Santos (SP). O processo busca aprofundar a análise das circunstâncias da queda do avião que transportava o então candidato à Presidência da República em um voo que partiu do Rio de Janeiro.
A ação, segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, tramita na 4ª Vara Federal de Santos e prevê a realização de uma perícia judicial destinada à produção de provas técnicas sobre o acidente.
No âmbito do processo, a Justiça nomeou como perito Silvio Venturini Neto. Ele foi intimado a apresentar, no prazo de 15 dias, uma estimativa de honorários e um plano detalhado do trabalho técnico, incluindo a metodologia que será utilizada na condução da perícia.

O objetivo da ação é esclarecer as causas da queda do jatinho, diante de questionamentos levantados sobre os laudos oficiais já produzidos. A iniciativa judicial foi proposta pelo advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, e por Ana Arraes, ex-ministra do Tribunal de Contas da União e mãe do ex-governador de Pernambuco.
Os autores da ação apontam divergências em relação ao laudo elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e ao relatório da Polícia Federal, considerado inconclusivo. Durante o andamento do processo, a União argumentou que a apuração final sobre acidentes aéreos caberia exclusivamente a esses órgãos.
Esse entendimento, no entanto, foi afastado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que reconheceu a possibilidade de ações judiciais específicas para a produção de provas em casos de acidentes aeronáuticos.

Acidente
Em 13 de agosto de 2014 chovia em Santos, e as temperaturas estavam abaixo do habitual. O acidente resultou na morte do político e de outros seis tripulantes, além de ter destruído casas e empreendimentos ao redor.
A aeronave Cessna 560XL Citation Excel, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea de Santos, em Guarujá (SP). O avião caiu em um terreno baldio, cercado por comércios e prédios residenciais, no bairro Boqueirão, em Santos.
A poucos quilômetros de distância do ponto de impacto, a aeronave havia acabado de arremeter [abortar a aterrissagem] em Guarujá devido ao mau tempo. Pouco tempo depois, a aeronave perdeu o contato com o controle de tráfego aéreo. Depois disso, não demorou muito para a confirmação: Havia caído o avião que transportava Eduardo Campos.
Além de Eduardo Campos, morreram no desastre: Alexandre Severo e Silva, fotógrafo; Carlos Augusto Leal Filho, assessor; Pedro Valadares Neto, assessor e ex-deputado federal; Marcelo de Oliveira Lyra, cinegrafista; e os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.
Os destroços da aeronave atingiram outras residências vizinhas ao terreno onde caiu. Dez pessoas tiveram ferimentos leves e precisaram ser levadas a hospitais da região, sendo liberadas em seguida.

Comentários dos leitores
Carregando comentários…