Merenda: ata em Guarujá tem preços acima da média de mercado

Carlos Ratton

Merenda: ata em Guarujá tem preços acima da média de mercado

Carlos Ratton

16.03.2026

Fotos: Câmara de Guarujá  

Uma ata de registro de preços, publicada no Diário Oficial de Guarujá (SP), no último dia 19, com a assinatura do secretário de Educação Mohamad Ali Abdul Rahim, cunhado do prefeito Farid Madi (Podemos), para aquisição de gêneros alimentícios com o objetivo de atender à alimentação escolar, vem causando polêmica nas redes sociais em função dos valores de alguns itens, bem acima do preço no varejo.  

Geralmente, em contratos públicos de grande volume, quanto maior a quantidade comprada, menor preço unitário do produto comprado por conta da garantia de fornecimento contínuo e redução de custos logísticos. No entanto, em Guarujá, pelo menos o que foi publicado, já com o vencedor do certame homologado, a conta segue do lado inverso.

Ao analisar pelo menos oito itens que constam no documento, Os Inconfidentes perceberam boa diferença entre o preço que Secretaria de Educação pretende pagar e o preço médio praticado no mercado varejista. Se fosse no atacadista, a diferença poderia ser ainda maior.

O primeiro item que chama a atenção é o leite em pó integral de 400 gramas.  No mercado, o preço varia de R$ 15 a R$ 35,00. A Prefeitura pode pagar até R$ 65,00. Ainda o leite em pó, só que sem lactose, de 300 gramas, o mercado cobra entre 18 a R$ 25,00. A Administração pode pagar até R$ 39,00.

No caso do milho de pipoca, o pacote com 500 gramas que custa no varejo entre 2,20 e R$ 2,50, a Prefeitura pretende pagar R$ 9,80 – quase três vezes mais. Ainda o milho, só que o branco para canjica em pacote de 500 gramas, enquanto no mercado custa em média R$ 3,00, a Prefeitura quer pagar R$ 10,50.

Já o pacote de arroz agulhinha de cinco quilos tipo 1, que no mercado custa R$ 30,00, a Prefeitura pretende pagar R$ 42,50. Enquanto um quilo de feijão preto tipo 1 custa R$ 8,00 no mercado, a Administração guarujaense deve pagar R$ 13,50.

Outros itens que ‘saltam os olhos’ são o milho em conserva em lata ou pacote de 1,7 quilo. No mercado comum, o preço desse item é no máximo R$ 30,00, mas a Prefeitura aceita pagar R$ 42,00. O óleo de soja de 900 ml refinado, que no mercado custa no máximo 7,00, a Administração quer pagar R$ 11,90.

Prefeitura A Prefeitura de Guarujá informa que houve erro de publicação, retificado no Diário Oficial desta sexta-feira (13). No entanto, a Reportagem comparou com a ata anterior e, especificamente nos itens acima destacados, só houve alteração na pesagem do leite em pó integral que de 400 gramas passou a ser um quilo, que no varejo custa em média R$ 45,00 e a Prefeitura quer pagar R$ 20,00 mais caro - R$ 65,00.

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