Neymar, machismo e o exemplo que o futebol não pode dar

Por Alexandre Miguel de Souza
08.08.2026
Imagem: PMS
No jogo entre Remo e Santos pela Copa do Brasil, o jogador Neymar protagonizou mais um capítulo vexatório de sua carreira profissional.
Não acho errado ele comemorar a classificação do seu time, nem muito menos rebater as críticas que recebeu dos torcedores rivais de forma irônica. Tudo isso faz parte da rivalidade do futebol e é aceitável, desde que não descambe para a violência.
Porém, o mais asqueroso foi a forma como ele revidou uma das provocações ao mandar um beijo para a mulher de um dos torcedores, em um gesto de conotação pejorativa, dando a entender que "pegaria" a mulher do adversário.
Essa atitude demonstra uma visão machista, em que a mulher é tratada como propriedade de um homem ou como objeto de provocação e sexualização.
Se a disputa é entre homens, que permaneça entre eles. Por que envolver uma mulher nesse contexto?
Eu, como torcedor do Santos Futebol Clube e pai de uma adolescente de 16 anos, sinto-me envergonhado quando um atleta do meu time de coração protagoniza esse tipo de comportamento.
Basta de machismo e misoginia no futebol e na sociedade!

Alexandre Miguel de Souza é escritor e poeta santista

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