Obra do Espaço Multiuso da Câmara de Bertioga ultrapassa R$ 21 milhões
Contrato inicial de R$ 17 milhões sofreu dois reajustes em menos de dois anos; presidente da Casa, Carlos Ticianelli (PSD), defende legalidade e prazos do projeto

Sandro Thadeu
13.07.2026
Imagens: Reprodução/Instagram
A construção do novo Espaço Multiuso da Câmara de Bertioga voltou ao centro dos debates da política local. O que foi licitado originalmente por R$ 17,061 milhões, em dezembro de 2023, com a empresa Construiso Engenharia e Empreendimentos Ltda., sofreu reajustes contratuais que elevaram o investimento total para R$ 21,247 milhões — um incremento de 24,53%.
O montante foi atingido após dois aditivos: um de R$ 1,19 milhão, assinado em março de 2024, e outro de R$ 2,99 milhões, oficializado em julho do ano passado.
A questão dos custos e a exposição da obra nas redes sociais foram abordadas na sessão da última terça-feira (7). Em resposta a um vídeo que circulava nas redes sociais, publicado pela página Bertioga do Amanhã — gravado no interior da construção —, o presidente do Legislativo, Carlos Ticianelli (PSD), subiu o tom.
O parlamentar revelou que a obra é monitorada por câmeras de segurança e que a Mesa Diretora tem pleno conhecimento de quem acessou o canteiro para registrar as imagens. "Quem filmou deve saber que temos câmeras lá dentro e sabemos de onde veio", pontuou. Detalhe: o vídeo foi publicado nas redes sociais pela própria Casa de Leis.
Durante a defesa do projeto, o presidente também comparou o Espaço Multiuso a obras públicas realizadas no Município, reiterando que a Câmara entregará um equipamento concluído e em pleno funcionamento, ao contrário de empreendimentos que, segundo ele, ficaram inacabados ou apresentaram problemas após a entrega.
Ticianelli reiterou que, desde a fase inicial desse anexo do Legislativo, houve tentativas de impedir a execução da obra, mas garantiu que o espaço será concluído antes do fim de seu mandato. "Não sei se é porque quem está nesta cadeira não tem diploma, mas parece que alguns, que só deixaram obras inacabadas por onde passaram, não aceitam que a atual gestão entregue algo de qualidade", desabafou.

Carlos Ticianelli (PSD) reiterou que obra está sendo conduzida com responsabilidade
O modelo de "reinvestimento"
O presidente defendeu o uso do orçamento do Legislativo na construção e atribuiu a execução do projeto ao apoio dos vereadores. Na visão de Ticianelli, o modelo de gestão atual rompe com práticas do passado, quando, segundo o parlamentar, as sobras orçamentárias eram devolvidas à Prefeitura sem qualquer clareza sobre o destino do recurso.
"Hoje, estamos reinvestindo o dinheiro da própria Câmara em um patrimônio nosso. Não estamos fazendo algo de qualquer jeito. É uma obra alicerçada, feita com responsabilidade e coerência", afirmou. O vereador também reforçou que todos os gastos estão disponíveis no Portal da Transparência, convidando qualquer cidadão ou órgão de controle a verificar os números.
Potencial regional e parcerias
Ticianelli traçou um comparativo ambicioso para o futuro auditório, que terá capacidade para mais de 500 pessoas sentadas, superando o Teatro Procópio Ferreira, em Guarujá.
O parlamentar revelou que o espaço já desperta interesse de instituições de peso, mencionando uma visita recente de representantes do Sesc, que teriam ficado impressionados com a qualidade do projeto.
A expectativa é que o local receba eventos acadêmicos, empresariais, culturais e institucionais, desde congressos e palestras até formaturas de projetos da Prefeitura. "Para a tristeza de poucos e alegria de muitos, vamos entregar essa obra pronta antes do fim deste mandato", reiterou.

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