Polícia de Tarcísio quebra praça para combater o tráfico na Zona Noroeste em Santos (SP)
Moradores da comunidade local, principalmente idosos, e nem a Prefeitura de Santos entendeu bem a iniciativa

Carlos Ratton
25.08.2026
Foto: Reprodução Redes Sociais
Sob a justificativa de desmobilizar barricadas e estruturas que vinham sendo utilizadas pelo crime organizado como ponto de apoio ao tráfico de drogas, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a batuta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), fortemente apoiado por deputados estaduais e federais da Baixada Santista, resolveu inovar: promoveu um verdadeiro quebra-quebra de um equipamento de lazer na Praça José Lamacchia, no Bom Retiro, em Santos (SP).
Moradores da comunidade local, principalmente idosos, e nem a Prefeitura de Santos entendeu bem a iniciativa. Mesas e bancos de concreto para jogos de damas, por exemplo, foram destruídos e incendiados porque estariam dificultando o acesso. Essa última, por sinal, está avaliando quanto custará para fazer os reparos. Ou seja, o santista é quem vai pagar a conta.

Mesas estariam atrapalhando as ações policiais
A vereadora Débora Camilo (PSOL) está cobrando responsabilidades da Prefeitura e Santos e do comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo sobre a ação de policiais que A parlamentar postou o vídeo em seu Instagram.
“Absurdo!! Policiais militares simplesmente destruíram uma praça a marretadas na Zona Noroeste de Santos. Sem explicar nada, sem qualquer diálogo com a população, simplesmente foram lá e quebraram tudo! Qual o intuito disso? Foi a mando de quem? É papel da polícia derrubar equipamentos públicos?”, questiona a vereadora.
A parlamentar continua: “Se já não bastassem todas as operações arbitrárias e as violações, agora temos desvio de função para intimidar a população e depredar patrimônio público?”.
Conforme já divulgado pela Imprensa regional, os policiais alegaram que foram apreendidas drogas, dinheiro e diversos objetos relacionados à atividade criminosa. Também teria sido identificado um ponto de furto de água e o responsável conduzido à delegacia.

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