Praia Grande (SP): Prefeitura vai instalar 600 pontos de ônibus

Carlos Ratton

Praia Grande (SP): Prefeitura vai instalar 600 pontos de ônibus

Carlos Ratton

25.04.2026

Fotos: Divulgação e Facebook

Após denúncia envolvendo as condições precárias e perigosas dos pontos de ônibus no Município ao no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e reportagem de Os Inconfidentes https://osinconfidentes.com.br/pontos-de-onibus-em-praia-grande-sao-denunciados-ao-mp/, a Prefeitura de Praia Grande (SP) anunciou que a cidade ganhará cerca de 600 novos abrigos de ônibus que trarão mais conforto e comodidade aos passageiros. A instalação desses equipamentos deverá ter início nos próximos meses, logo após o final do processo licitatório. O edital será publicado nos próximos dias.

O projeto dos novos abrigos foi formatado em conjunto entre as secretarias municipais de Transportes (Setransp) e de Projetos Especiais e Estratégicos (Sepee). As duas pastas trabalharam ao longo dos últimos meses em busca de soluções para entregar o melhor produto possível otimizando os recursos públicos.

Após estudos e a etapa de confecção de modelos, ficou definido que os novos abrigos serão produzidos utilizando três tipos de materiais: fibra de vidro, concreto e EPS, moderna tecnologia com poliestireno expandido. A escolha do material dependerá das características do local em que o equipamento será instalado.

Boa parte dos pontos de ônibus estão enferrujados e levando riscos à população

Danilo

A denúncia ao MP-SP foi feita pelo ex-candidato a prefeito de Praia Grande (SP), Danilo Morgado, que revelou supostas omissões administrativas e falhas de planejamento na manutenção dos abrigos de ônibus. Segundo ele, no ano passado, o município foi palco de uma série inaceitável de desabamentos dos equipamentos, evidenciando o estado de abandono do mobiliário urbano.

Para o denunciante, a omissão em realizar manutenções preventivas configura desídia (negligência) administrativa e o conceito de “emergência fabricada” é amplamente combatido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ocorrendo quando a prefeitura deixa de licitar a tempo e tenta justificar contratações precárias ou omissões por “falta de tempo”.

“O risco à integridade física dos munícipes é agravado pela previsibilidade do dano: estruturas metálicas à beira-mar exigem manutenção cíclica e a falha em prover tal serviço gera responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados”, aponta.

Danilo Morgado

Prefeitura

A Prefeitura de Praia Grande informa que não houve qualquer omissão administrativa em relação à manutenção dos abrigos de ônibus, conforme alegado. O contrato anterior não foi encerrado antecipadamente, mas sim teve seu término regular em dezembro de 2024.

Já no início de 2025, a atual gestão identificou que os trâmites internos para uma nova contratação ainda estavam em andamento e, diante disso, optou por dar continuidade imediata ao processo administrativo existente, justamente para evitar a descontinuidade dos serviços.

A interrupção desse trâmite, como sugerido na denúncia, poderia resultar em um período prolongado sem cobertura contratual — cenário que, de fato, caracterizaria falha administrativa. Ao contrário, a decisão adotada garantiu a formalização de novo contrato ainda em 2025, com empresa atualmente responsável pela execução de manutenções e reformas nos abrigos.

Paralelamente, a Administração também adotou medidas emergenciais e preventivas, incluindo a retirada de estruturas comprometidas que apresentavam risco à população, com apoio de equipes e equipamentos da própria Prefeitura.

Dessa forma, a Prefeitura reforça que todas as medidas adotadas seguiram critérios técnicos e administrativos, com foco na segurança da população e na continuidade dos serviços públicos.

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