Praticantes da canoas havaianas passam sufoco no canal do Porto de Santos
Vídeo mostra com clareza a falta de atenção para com a mudança do tempo – mar agitado, ventos fortes e ondas que podiam ultrapassar três metros - com a segurança dos envolvidos e, principalmente, a falta de fiscalização

Carlos Ratton
02.05.2026
Foto Reprodução
Um vídeo publicado nas redes sociais, em especial, no Viver em Santos, neste sábado (2) mostrou uma situação que há meses vem sendo alvo de denúncia e reportagens de Os Inconfidentes: os riscos diários que praticantes de canoas havaianas se submetem ao atravessar o Canal do Porto de Santos, ainda não são suficientes para que as autoridades municipais e federais tomem qualquer medida para evitar uma tragédia anunciada.
O vídeo mostrou com clareza a falta de atenção para com a mudança do tempo – mar agitado, ventos fortes e ondas que podiam ultrapassar três metros - com a segurança dos envolvidos e, principalmente, a falta de fiscalização por parte de quem deveria proibir a prática do esporte na região em que trafegam grandes embarcações.
Em uma das várias reportagens, Os Inconfidentes informaram que a Associação Guarujá Viva – ÁGUA VIVA encaminhou manifestação formal ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a apuração de possíveis irregularidades na exploração comercial de canoas havaianas na região da Ponta da Praia, em Santos (SP), e no Canal do Estuário.
A iniciativa da entidade decorreu de duas reportagens, que trouxeram à tona indícios de possível desvio de finalidade, ausência de segurança na navegação e uso indevido de espaço público em atividades realizadas em área de intenso tráfego marítimo.
Segundo revelado, dezenas de embarcações permanecem estacionadas em área pública e estariam realizando passeios turísticos remunerados, com cobrança de valores de até R$ 80 por pessoa, inclusive com travessias do canal do estuário, principal via de navegação do maior porto da América Latina.
Há relatos de passeios realizados com canoas alinhadas e presas entre si, transportando cerca de 20 pessoas, inclusive crianças.

Diante da relevância dos fatos noticiados, a ÁGUA VIVA levou o conteúdo ao conhecimento do MPF, requerendo que a manifestação fosse recebida como notícia de fato, com a adoção das providências cabíveis, inclusive a requisição de informações à Capitania dos Portos de São Paulo, à Marinha do Brasil e aos demais órgãos federais competentes, acerca da regularidade das atividades e da fiscalização existente.
Até hoje o canal vem sendo negligenciado pelas prefeituras de Santos e Guarujá, Capitania dos Portos e, até então, pela Autoridade Portuária de Santos (APS) que, apesar de alertados, não conseguem sequer regulamentar, em terra e em mar, o estacionamento e o tráfego de uma simples canoa havaiana. Ver https://osinconfidentes.com.br/por-mar-ou-por-terra-canoas-havaianas-seguem-sem-regras-e-fiscalizacao/.
Antes, a APS, uma empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, já havia dito que a autorização e fiscalização das atividades de canoa havaiana não são de sua responsabilidade, mas sim, da Capitania dos Portos. Por fim, a Marinha resolveu fiscalizar e proibir o acesso somente a Praia do Moisés, em Guarujá (SP). https://osinconfidentes.com.br/forcas-armadas-notificam-embarcacoes-e-fecham-a-praia/.

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