Prefeitura quer que Câmara aprove empréstimo de 1/3 do orçamento
O orçamento geral do município de Mongaguá para 2026 foi fixado em cerca de R$ 462 milhões

Carlos Ratton
08.06.2026
A Câmara de Vereadores de Mongaguá (SP) analisa nesta segunda-feira (8), a partir das17 horas, um projeto de lei de autoria de prefeita Tereza Cristina Wiazowski (PP), que permitirá que o município realize empréstimo junto ao Banco do Brasil na ordem de 130 milhões, com garantia da União.
O orçamento geral do município de Mongaguá para 2026 foi fixado em cerca de R$ 462 milhões (R$ 461.927.000,00), conforme a Lei Ordinária nº 3.441/2025. Portanto, a proposta representa praticamente 1/3 do orçamento da Cidade.
Segundo o texto do projeto, os recursos poderão ser utilizados em diversas áreas da administração pública, com foco em infraestrutura urbana, mobilidade, pavimentação, recapeamento de vias, drenagem urbana e saneamento básico.
A proposta também prevê investimentos em setores como saúde, educação, esportes, turismo, assistência social, cultura, meio ambiente, inovação tecnológica e modernização dos equipamentos públicos municipais. Além disso, o financiamento poderá contemplar a aquisição de máquinas, veículos e sistemas tecnológicos.
Perigo
O vice-prefeito de Mongaguá, Júlio da Imobiliária (PDT), que agora é parte da oposição após rompimento com o governo este ano, por intermédio das redes sociais, está questionando a aprovação do empréstimo sem discussão com a sociedade. Ele está convocando a população para comparecer na Câmara.
Segundo afirma, a proposta de Cristina seria um verdadeiro perigo econômico para uma cidade que não consegue garantir demandas básicas. “Defendo planejamento, respeito ao dinheiro público e participação popular na decisão, pois o valor representa cerca de 30% do orçamento anual do município e que poderá comprometer as finanças da cidade pelos próximos 15 anos”, avisa.
O vice-prefeito revela que o projeto não apresenta de forma clara quais obras serão realizadas, quais bairros serão beneficiados, quanto custará cada investimento e qual será o cronograma de execução. “Aprovar um empréstimo desse tamanho, sem essas informações, é na prática assinar um cheque em branco”, opina.
Júlio da Imobiliária comenta no vídeo que a Administração tem recursos em caixa, portanto, não precisaria contrair a dívida. “Não sou contra investimentos. Mongaguá precisa avançar. Mas sou a favor da transparência, do planejamento e do respeito ao dinheiro público. Por isso, convido toda a população a acompanhar e participar da sessão em que este projeto será discutido. O dinheiro é público, a dívida será pública e o debate também precisa ser público”, convoca.

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