Professores de São Vicente passaram o Natal e começaram o ano sem 13º salário

Professores de São Vicente (SP) passaram o Natal e começaram o ano sem 13o salário Carlos Ratton

Professores de São Vicente passaram o Natal e começaram o ano sem 13º salário

Professores de São Vicente (SP) passaram o Natal e começaram o ano sem 13o salário

Carlos Ratton

02/01/2026

Fotos: Sintramem/ PMSV

Uma verdadeira dicotomia (divisão de algo em duas partes, geralmente opostas) está ocorrendo em São Vicente (SP), entre o final de 2025 e esse início de ano, envolvendo a educação municipal do Município.      

Enquanto o prefeito Kayo Amado (Podemos) usa as redes sociais para dizer que chegou ao seu quinto ano de gestão sem atrasar o salário dos servidores, o Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal de São Vicente (Sintramem) usa também as redes para denunciar que sua Administração deixou os professores e trabalhadores do Magistério sem o pagamento das férias.

A guerra de versões nas redes é surreal. Amado garante que acabou de pagar R$ 62.540.465,44 milhões de reais referente ao salário de dezembro e que já totalizam 652.513.581,53 de dívidas pagas, de precatórios, parcelamentos com Estado e União, e previdência.

O Sindicato garante que o encerramento de 2025 e início de 2026 estão marcados por mais um desrespeito da Administração, porque férias é um direito básico que não é favor nem benefício extra, é um direito e obrigação legal.

“A situação gera insegurança financeira, desrespeita o planejamento familiar dos companheiros e evidencia a falta de compromisso da atual gestão”, publicou a Direção da entidade.  

O prefeito ressalta que, na previdência, devia R$ 143.965.604,60 milhões em 2021 quando assumiu a Prefeitura. Hoje, segundo informa, a dívida está em R$ 80.036.592,17 milhões, reduzindo-a em 63.929.012,43 milhões.

Kayo Amado (foto) continua: “para quem acha que São Vicente é um céu de brigadeiro, não faz ideia dos BOs jurídicos, fiscais e financeiros que a gente acaba se metendo para manter a cidade de pé. A cidade hoje tem um rumo. Está se reorganizando! Falta muita coisa porque somos pobres”.

Já o Sintramem reforça que o pagamento das férias é um direito constitucional garantido, não abrirá mão de sua defesa e já está analisando a recorrer à Justiça, no que define como “negligência”, caso o pagamento não seja efetuado em breve e não haja avanço concreto nas tratativas.

Ainda em sua rede, Amado continua se elogiando seu próprio desempenho: “Não é num estalar de dedos. Lamento quem quer resposta rápida. É no dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano. Evoluindo, seguindo, deixando um passado horrível para trás, e olhando para frente!”.

Janeiro Procurada, a Prefeitura confirmou que não pagou o direito aos profissionais da Educação. “Tal como nos anos anteriores, o pagamento das férias dos professores e trabalhadores do Magistério será efetuado no exercício de janeiro”, explica nota.

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