Professores de São Vicente (SP) devem entrar na Justiça por férias da categoria
Professores de São Vicente (SP) devem entrar na Justiça por férias da categoria Carlos Ratton

Professores de São Vicente (SP) devem entrar na Justiça por férias da categoria
Carlos Ratton
08.01.2026

Fotos: Sintramem/ PMSV
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal de São Vicente (Sintramem) Thobias Paraguai manifestou oficialmente que deverá recorrer à Justiça contra a Prefeitura de São Vicente por conta do não pagamento das férias dos professores municipais. Os Inconfidentes já haviam adiantado a situação (https://osinconfidentes.com.br/professores-de-sao-vicente-passaram-o-natal-e-comecaram-o-ano-sem-13o-salario/).
O Sintramem estuda, com seu Departamento Jurídico, ingresso de uma ação coletiva e denunciar a situação ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
“No dia 30 de dezembro, o salário caiu na conta sem o valor das férias. E isso, infelizmente, não é novidade. Dos últimos cinco anos desta gestão, só em um o pagamento foi feito direito. Enquanto todos os outros servidores municipais – do procurador ao servidor de base – recebem seu direito antes do recesso, os professores são deixados de lado. É injusto. Trabalhamos o ano inteiro, muitas vezes sem a estrutura adequada, e ainda temos que correr atrás do que é nosso por lei”, escreveu Paraguai.
O sindicalista reclama que vem tentando equacionar o problema, mas a Administração do prefeito Kayo Amado (Podemos) não acena para uma solução imediata. “Tentamos conversar, mas a resposta da Prefeitura foi o vazio. Cada secretaria fala um prazo diferente, e nada de concreto. No dia 31 último, nossa conversa foi com o Jurídico, que nos apresentou os três caminhos (Justiça, MPE-SP e TCE-SP). Medidas sérias, mas necessárias”, completa.
Paraguai informa a categoria que nenhuma das três opções resolverão o problema de forma rápida. “Processos e denúncias levam tempo. Mesmo uma possível liminar não sai do dia para a noite. Mas não vamos ficar parados. Usaremos todas as ferramentas que temos para garantir o que é nosso. Nenhuma porta será deixada sem bater”, acrescentou.
Dicotomia
Como já publicado pelos Inconfidentes, uma verdadeira dicotomia (divisão de algo em duas partes, geralmente opostas) está ocorrendo em São Vicente (SP).
Enquanto o prefeito Kayo Amado (Podemos) usa as redes sociais para dizer que chegou ao seu quinto ano de gestão sem atrasar o salário dos servidores, o Sintramem vem buscando as férias desde o ano passado.
Amado garante que acabou de pagar R$ 62.540.465,44 milhões de reais referente ao salário de dezembro e que já totalizam 652.513.581,53 de dívidas pagas, de precatórios, parcelamentos com Estado e União, e previdência.
O prefeito ressalta que, na previdência, devia R$ 143.965.604,60 milhões em 2021 quando assumiu a Prefeitura. Hoje, segundo informa, a dívida está em R$ 80.036.592,17 milhões, reduzindo-a em 63.929.012,43 milhões.
A Prefeitura já confirmou que não pagou o direito aos profissionais da Educação. “Tal como nos anos anteriores, o pagamento das férias dos professores e trabalhadores do Magistério será efetuado no exercício de janeiro”, explica nota.

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