Quando a cidade homenageia opressores, ela fere o futuro
Por Alexandre Miguel de Souza

Por Alexandre Miguel de Souza
14.04.2026
Homenagear escravocrata, colonizador e assassino é uma mancha vergonhosa que a nossa sociedade precisa se apressar em apagar.
É inconcebível que, em pleno século XXI, ainda existam ruas, praças, avenidas e monumentos públicos dedicados a esse tipo de gente.
Chega a me dar ojeriza só de pronunciar esses nomes.
Afinal de contas, qual sociedade nós queremos?
Uma que naturaliza a violência, o genocídio e a escravidão como “parte da história”, ou uma que enfrenta o passado com coragem, reconhece suas feridas e escolhe homenagear quem construiu o país com trabalho, resistência e humanidade?
Os espaços públicos não são neutros. Eles educam, comunicam valores e dizem, todos os dias, quem merece ser lembrado.
Mudar nomes não apaga a história — ao contrário, corrige injustiças simbólicas e afirma um compromisso com a dignidade, a justiça social e os direitos humanos.
A memória que escolhemos celebrar revela o projeto de futuro que defendemos. E um futuro democrático, antirracista e popular não pode continuar reverenciando opressores.
Alexandre Miguel de Souza é escritor e poeta santista

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