Sales X Gallinati: Justiça arquiva inquérito contra vereador santista
Da Reportagem

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16.04.2026
Fotos: CMS e Facebook
O vereador Allison Sales (PL) divulgou esta semana que, em decisão publicada no último dia 10, a Procuradoria-Geral de Justiça manteve o arquivamento do inquérito movido contra ele, determinando a inexistência de justa causa para qualquer persecução penal.
O inquérito foi aberto após denúncia impetrada pela ex-Secretária de Segurança de Santos Raquel Gallinati (foto) que o acusou ameaça, violação de sigilo e difamação (ver detalhes nesta reportagem), que segundo o parlamentar seriam a divulgação de informações de interesse público.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) já havia dado parecer pelo arquivamento. Segundo Sales, o Procurador-Geral de Justiça Plínio Antônio Britto Gentil foi claro: a acusação "carecia de toda fundamentação probatória necessária para sustentar as imputações criminais". Ou seja, não havia provas ou conduta específica identificada
A situação
Em abril do ano passado, Allison publicou em sua rede social informações sobre o uso de viatura oficial municipal para fins que não eram estritamente institucionais. Uma denúncia de interesse público e feita na Câmara de vereadores também. Raquel pediu uma investigação criminal.
“Isto é um ataque ao exercício legítimo do mandato. Fui acusado de crimes graves porque fiscalizei. Porque publiquei fatos que interessam aos cidadãos de Santos. Porque, simplesmente, cumpri meu dever como vereador. E a resposta que recebi foi uma investigação criminal que a Justiça mesma reconheceu que nunca deveria ter acontecido”, afirma.
Para o parlamentar santista, a decisão reafirma um princípio essencial: o direito de um parlamentar de questionar a administração pública é intocável. Quando acusações criminais são feitas contra um vereador que exerce fiscalização, sem que haja substrato probatório (provas), a democracia fica vulnerável.

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