Santos e Brasil acreditam que virada já é possível

Estudantes, sindicalistas, políticos e trabalhadores vão as ruas do município com há tempos não se vê

Santos e Brasil acreditam que virada já é possível

Carlos Ratton/Sindicato dos Bancários

14.10.2026

Fotos: Fernando Diegues/Bancários 

A mobilização em defesa da reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, a soberania nacional e a democracia brasileira tomou literalmente as ruas das principais capitais brasileiras. Imagens publicadas pela mídia independente, já que parte da tradicional se recusa a mostrar as ruas com público recorde – mais de um milhão na Avenida Paulista, no domingo (11), e em Copacabana, no Rio de Janeiro, revelam que uma virada no segundo turno já é possível.

Os estudantes do Brasil inteiro entraram na luta não só nas ruas, como nas redes sociais, que também apontam crescimento de Lula após influenciadores, políticos e artistas iniciarem um trabalho intenso da necessidade de convencer quem não compareceu as urnas no primeiro turno.

Santos    

Em Santos, o movimento nas ruas cresce como nunca visto. Manifestantes ocuparam a Avenida Conselheiro Nébias, na noite de terça-feira (13). O ato público reuniu apoiadores, movimentos sociais, artistas e estudantes em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) para o segundo turno das eleições.

O ato teve concentração no Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, em meio à mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro. Em entrevista, Fábio Mello, diretor do sindicato, afirmou que a manifestação não registrou ocorrências e o trânsito permaneceu controlado durante a manifestação.

Fábio Mello, que assumirá o cargo de vereador em 2027, afirmou que o planejamento permitiu realizar o evento sem incidentes. Segundo ele, a circulação na região permaneceu organizada durante o ato.

“Não teve ocorrência. Conseguimos organizar, as pessoas ajudaram. Nós estamos no lugar da melhor descrição possível, o trânsito está controlado, a praia está funcionando normalmente.”, afirmou. 

Questionado sobre a possibilidade de novos atos, Mello disse que a intenção é organizar outra manifestação o mais rápido possível. Ele também defendeu a autonomia brasileira e criticou o que chamou de imperialismo norte-americano. “A gente precisa virar votos, a gente quer o Brasil para os brasileiros, as nossas riquezas naturais. O Brasil é riquíssimo”, declarou.

Durante a entrevista, o dirigente citou petróleo, terras raras, minerais críticos e recursos hídricos como riquezas estratégicas do país. Além disso, afirmou que a mobilização busca defender a soberania nacional e a democracia brasileira.

Mello também mencionou os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro destruíram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Para ele, a mobilização popular tem relação com a defesa das instituições democráticas e com a escolha dos representantes nas urnas.

Maior em Santos

A vereadora Débora Camilo também participou da manifestação. Ao avaliar a mobilização, ela afirmou que não havia presenciado um ato daquele tamanho na cidade, mesmo depois de participar de outras manifestações.

“Olha, eu nunca vi um ato desse tamanho. E olha que a gente já fez várias manifestações, mesmo a do Ele Não, manifestação contra a PEC da Bandidagem, outros cortes da educação. Mas esse está de longe, o maior”, disse.

Camilo relatou que teve dificuldade para chegar ao carro de som devido à quantidade de pessoas. Ainda assim, afirmou que deixou o local com esperança e destacou a participação de trabalhadores e movimentos sociais.

“Muita gente que foi chegando durante a caminhada se tornou esse mar de gente maravilhoso, e essa é a democracia esperançosa”, declarou.

A manifestação reuniu apoiadores de Lula em uma mobilização que antecede o segundo turno da eleição presidencial. O pleito está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República

 

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