Saúde pública não pode humilhar quem precisa de atendimento

Saúde pública não pode humilhar quem precisa de atendimento

Por Alexandre Miguel de Souza

03.10.2026

Foto:

O descaso com a saúde pública em Santos chegou, mais uma vez, a uma situação que não pode ser naturalizada.

Na manhã da última quinta-feira (1º), um munícipe registrou em vídeo uma grande fila em frente ao AMBESP, na Zona Noroeste, formada por moradores que aguardavam para agendar consultas e retirar medicamentos na farmácia. Entre as pessoas estavam idosos, que permaneceram expostos ao tempo chuvoso em busca de um direito básico: o acesso à saúde.

E é importante deixar claro: não é a primeira vez que situações como essa acontecem. Filas, espera excessiva e dificuldades para acessar serviços de saúde têm sido relatadas pela população em diferentes momentos.

Estamos falando de pessoas que muitas vezes já enfrentam doenças, limitações físicas, dificuldades financeiras e outras vulnerabilidades. Obrigar uma pessoa idosa ou doente a permanecer por horas em uma fila, debaixo de chuva, para conseguir atendimento ou medicamento é uma situação que precisa ser tratada com seriedade.

O acesso à saúde é um direito fundamental e está diretamente relacionado à dignidade humana. Quando o cidadão precisa enfrentar condições degradantes para ter acesso a um serviço público essencial, estamos diante de uma situação que merece ser investigada e corrigida imediatamente.

A repetição desses problemas também levanta questionamentos sobre o planejamento, a organização e a gestão dos serviços públicos de saúde no município. A população não pode pagar o preço de uma gestão pública mal planejada e mal administrada.

A Prefeitura de Santos precisa apresentar respostas concretas e, principalmente, soluções. Não basta justificar a existência das filas. É preciso impedir que elas continuem acontecendo.

Alexandre Miguel de Souza é escritor e poeta santista

Comentários dos leitores

Carregando comentários…