Secretário de Comunicação de Guarujá pede exoneração após acusação de assédio sexual
Secretário de Comunicação de Guarujá pede exoneração após acusação de assédio sexual 30/12/2025

Secretário de Comunicação de Guarujá pede exoneração após acusação de assédio sexual
30/12/2025
Sandro Thadeu

Foto: Reprodução/Facebook
O publicitário Paulo Henrique Siqueira, alvo de uma acusação de assédio sexual feita por uma servidora comissionada da Prefeitura de Guarujá, pediu ontem exoneração do cargo de secretário de Comunicação Social, após uma conversa com o chefe do Executivo municipal, Farid Madi (Pode). A decisão foi tomada depois de o caso vir a público, no último sábado.
Em contato com Os Inconfidentes no início da noite de ontem, Siqueira afirmou que optou por deixar a função para evitar desgaste à imagem da atual gestão municipal e para se dedicar à própria defesa. Ele reiterou ser inocente e sustentou que está sendo alvo de falsas acusações.
A saída ocorre apesar do papel estratégico desempenhado pelo publicitário nas últimas semanas, período em que participou diretamente da elaboração e da programação das ações de verão do Município. Mesmo assim, diante da repercussão negativa do caso, Siqueira decidiu se afastar do governo Farid Madi.
Com a exoneração dele, a Secretaria de Comunicação Social deverá passar a ser comandada pela jornalista Marina de Menezes Cavalcante, que acompanha o prefeito desde a campanha eleitoral do ano passado. Ela será a terceira pessoa a assumir a pasta em 2025. Antes dela, o jornalista Fábio Behrend esteve à frente da secretaria entre janeiro e junho.
Denúncia e investigação
A servidora que se diz vítima de assédio sexual procurou inicialmente a Ouvidoria Municipal e, posteriormente, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil, no último dia 19. No documento, ela relata ter sido alvo de comentários de cunho sexual, tentativas de beijo e constrangimentos reiterados dentro do Paço Municipal Moacir dos Santos Filho.
Segundo as informações registradas no BO, a denunciante explicou que, após cerca de um mês de convivência profissional direta, o então secretário passou a adotar comportamentos reiterados de cunho sexual no ambiente de trabalho. As condutas descritas incluem comentários sobre sua aparência física e vestimentas, insinuações inadequadas e tentativas de contato físico, mesmo após a servidora manifestar desconforto e reforçar que se tratava de um espaço estritamente profissional.
Ainda de acordo com o relato à Polícia Civil, os episódios teriam ocorrido tanto na presença de terceiros quanto de forma reservada, inclusive na sala que era ocupada pelo próprio titular da pasta, o que teria gerado medo, constrangimento e abalo emocional.
O episódio considerado mais grave, segundo o relato, teria ocorrido no último dia 15, quando Siqueira teria insistido para que a servidora desse uma volta para observar suas vestimentas, proferindo comentários de cunho sexual.
Providências administrativas
Em nota, a Ouvidoria Municipal informou que tomou conhecimento formal da denúncia no último dia 19. Um processo administrativo foi instaurado no primeiro dia útil seguinte, em 23 de dezembro, para apurar os fatos. A Prefeitura de Guarujá explicou que a investigação seguirá com rigor, assegurando o direito de defesa e a preservação da identidade dos envolvidos.

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