Só um deputado da região demonstra preocupação com falta de DDMs 24 horas

Carlos Ratton

Só um deputado da região demonstra preocupação com falta de DDMs 24 horas

Carlos Ratton

21.03.2026

Foto: Tony Valentte/Agência Brasil/ Alesp

Dos cinco parlamentares da Baixada Santista que possuem mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) - Tenente Coimbra (PL); Paulo Mansur (PL); Solange Freitas (União); Paulo Corrêa Júnior (Republicanos) e Caio França (PSB) – somente este último se manifestou com preocupação com os números de funcionamento das delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) no Estado e cobra coerência entre o discurso e a prática por parte do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Não é possível tratar a segurança pública como prioridade apenas no discurso, enquanto as mulheres seguem desassistidas em um momento tão sensível. Estamos falando do mês da mulher e de um cenário alarmante de feminicídios em São Paulo. Das 142 DDMs, ter apenas 18 delegacias funcionando 24 horas em todo o Estado é absolutamente insuficiente”, afirma o parlamentar, após ler reportagem desta semana em Os Inconfidentes.

Caio França  

Caio França também destaca a desigualdade regional no acesso ao serviço. “Na Baixada Santista, por exemplo, apenas Santos conta com atendimento 24 horas. Isso evidencia uma falha estrutural grave, que penaliza milhares de mulheres que não têm a quem recorrer em situações de violência, especialmente fora do horário comercial”.

O deputado ainda chama atenção para a sobrecarga dos municípios na manutenção dessas unidades. “É inadmissível que prefeituras precisem arcar com aluguel e estrutura de delegacias que deveriam ser integralmente garantidas pelo Estado. Segurança pública é responsabilidade do governo estadual e precisa ser tratada como tal”.

Diante desse cenário, o parlamentar informa que irá protocolar um requerimento de informação, cobrando explicações de Tarcísio sobre o funcionamento das DDMs, os critérios para atendimento 24 horas e o planejamento para ampliação e fortalecimento da rede de proteção às mulheres em São Paulo.

A informação sobre a situação das DDMs foi do presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região, Renato Martins (foto)

“Houve redução de investimento nesses 38 meses do Governo Tarcísio de Freitas. E as DDMs não são exceção. Na Baixada, praticamente nenhuma tem efetivo capaz de mantê-las em funcionamento ininterrupto. Nunca teve. Tarcísio foi eleito prometendo mudar essa realidade e não cumpriu. Vai entregar o governo do jeito que encontrou, com um déficit de mais de 15 mil policiais”, disparou.

Renato Martins lembra que nas DDMs o atendimento deveria ser multidisciplinar e não só restrito à equipe jurídica do direito, com delegados, escrivãs e investigadores de polícia para tratar da questão do crime, mas também para dar o suporte à mulher vítima de violência. Ver matéria completa em https://osinconfidentes.com.br/so-18-delegacias-de-defesa-da-mulher-funcionam-24-horas-em-sp/

Comentários dos leitores

Carregando comentários…