Trabalhadores da Usiminas protestam contra mudança no plano de saúde
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29.01.2026
Sandro Thadeu
Fotos e vídeos: Divulgação
O Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista convocou, na manhã desta quinta-feira, dia 29, uma assembleia geral para discutir a adoção de medidas diante da mudança repentina e sem aviso prévio no plano de saúde dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas da Usiminas. O auditório da sede da entidade, localizada na Vila Mathias, em Santos, ficou lotado.
A categoria foi surpreendida com a informação de que a empresa decidiu, a partir de 1º de março, transferir os 11 mil beneficiários da operadora ligada à Fundação São Francisco Xavier (FSFX) à Trasmontano.
Segundo o diretor do sindicato, Dílson Aragão, essa decisão da companhia foi tomada sem qualquer debate prévio ou esclarecimento detalhado sobre as condições de atendimento, rede credenciada e regras do contrato.
“Na nossa avaliação, o novo plano não atende às necessidades da categoria. Vai reduzir atendimentos, descredenciar médicos e mudar toda a rede que já existia. Os trabalhadores seguem cheios de dúvidas, enquanto a empresa permanece omissa nas informações”, afirmou.
Aragão explicou que a entidade sindical cobrou formalmente uma cópia do contrato firmado entre a Usiminas e a Trasmontano, mas a empresa não forneceu o documento. “A empresa se recusa a apresentar o contrato. Isso aumenta ainda mais a insegurança, porque não sabemos como esse plano vai ser regido nem qual será, de fato, a rede de atendimento”, criticou.

Protesto e enterro simbólico
Após a assembleia, os trabalhadores realizaram uma manifestação na porta da unidade da FSFX, na Avenida Ana Costa, no bairro Campo Grande. Durante o ato, foi promovido um enterro simbólico da instituição, com o uso de um caixão levado até o local, como forma de protesto contra o fim do modelo anterior de assistência à saúde.
A mobilização não deve parar por aí. Segundo Aragão, a categoria decidiu organizar uma nova manifestação, desta vez em frente à Usiminas, possivelmente na próxima semana.
“Nossa linha é de enfrentamento e de cobrança. A empresa não esclareceu nada aos usuários do plano, não apresentou material explicativo, nem informou com transparência como ficará o atendimento a partir do dia 1º de março”, ressaltou o dirigente sindical.
Resposta
A Usiminas informou que vem realizando a comunicação com os funcionários sobre as mudanças no plano de saúde, buscando maior "eficiência econômica para os beneficiários".
A empresa garantiu que "a transição está sendo conduzida de forma transparente, coordenada, planejada e com antecedência" e que o diálogo com os trabalhadores é permanente.
"Novas rodas de conversa já estão programadas. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, o respeito às pessoas e a busca por soluções responsáveis”, explicou.
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