Travessia Guarujá-Bertioga: estratégia ‘furada’ do Governo Tarcísio penaliza usuários

Somente um dos três flutuantes estava operando. O tempo de espera marcava 40 minutos

Travessia Guarujá-Bertioga: estratégia ‘furada’ do Governo Tarcísio penaliza usuários

Carlos Ratton

11.05.2026

Foto: Prefeitura de Bertioga

Dezenas de usuários que fazem diariamente a travessia de balsas entre Guarujá e Bertioga amanheceram esta segunda-feira (11) praticamente sem opção para trabalhar, se consultar, estudar ou fazer qualquer outra atividade que precise transpor o canal de Bertioga.

Isso porque, segundo informaram, somente um dos três flutuantes estava operando. O tempo de espera marcava 40 minutos e, segundo informações, os três chegaram a parar de operar, gerando travessia somente de pedestres por embarcações menores e de forma improvisada. Os Inconfidentes aguardam um posicionamento do Governo Estadual.       

Há pelo menos 20 anos esses problemas ‘técnicos operacionais’ ocorrem na região. Isso porque a estratégia ‘furada’ aplicada pelo Departamento Hidroviário (DH), da Secretaria Estadual de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, que consiste no uso de rebocadores para conduzir os flutuantes e não embarcações com motores, nunca funcionou como deveria e sempre gera desgaste para a população de ambos os municípios.  

Segundo já informado por anos a fio pelo DH, “a alternativa adotada (flutuantes sem motor) traz vantagens em relação à manutenção. Caso haja algum problema, o rebocador pode ser rapidamente substituído por outro e a balsa volta operar normalmente. Esse modelo é utilizado em todo País e certificado pela Marinha do Brasil”,

Na realidade, o ‘modelo utilizado em todo o País e certificado pela Marinha do Brasil’, na travessia Bertioga-Guarujá e vice-versa, só funciona no papel. A travessia vive permanentemente frágil e prejudicial para cidadãos e cidadãs que se utilizam o transporte que une os dois municípios. Não seria difícil imaginar, por exemplo, a possibilidade de balsas ficarem à deriva em caso de incidentes, como já ocorreu.

Não existe conforto e nem confiabilidade.  “Pagamos uma tarifa cara. Retiraram as balsas e colocaram dois rebocadores amarrados a flutuantes, atrasando o tempo de atracar entre um lado e outro. Tem muita gente perdendo compromissos em ambos os lados das duas cidades. O Estado precisa resolver este problema definitivamente”, informa o líder comunitário e representante da Associação dos Moradores e Amigos da Cachoeira Sidnei Bibiano Silva dos Santos.

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