Prefeito de Santos (SP) suspende perdas salariais de guardas
Ele deu a garantia em telefonema ao presidente da câmara municipal, Adilson Júnior (PP)

Da Reportagem/Sindest
29.10.2026
Fotos: PMS/Victória Muniz e Gabriel Dias (Câmara de Santos)
A pressão da categoria na Câmara de Vereadores de Santos (SP), apoiada pelo Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) deu resultado. O prefeito Rogério Santos (Republicanos) disse nesta terça-feira (27) que os cerca de 600 guardas civis municipais (gcm’s) de Santos não terão perdas em seus vencimentos a partir de novembro com revogação de direitos coletivos.
Ele deu a garantia em telefonema ao presidente da câmara municipal, Adilson Júnior (PP), da sua base de sustentação, logo no início da sessão legislativa à tarde. O vereador abriu a sessão passando o relato de Rogério aos guardas que lotaram as galerias.
A categoria estava até então desesperada com a possibilidade de perder 50% do vencimento mensal a partir do próximo mês. E o ato na sessão era justamente para pedir ao legislativo que articulasse uma audiência com o prefeito.
O presidente do sindicato dos 12 mil servidores estatutários e 7 mil aposentados do executivo e legislativo (Sindest), Fábio Pimentel, ocupou a tribuna cidadã e discursou antes o anúncio feito por Adilson. O sindicalista não amenizou críticas à administração.

Quinta
Nesta quinta-feira (29), os guardas terão assembleia do Sindest, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintrasaúde), na avenida Ana Costa, 70, quando debaterão a formas de luta contra a suspensão de direitos.
A direção sindical e a categoria cogitaram inclusive a possibilidade de greve, precedida de acampamento na Praça Mauá, diante do paço, para esclarecer o problema à opinião pública. Mas agora, segundo Fábio, podem mudar de estratégia diante da promessa do prefeito.
O primeiro-secretário do sindicato e guarda, José Antônio Ferreira, ficou “muito contente” com a participação do pessoal no protesto e também com a decisão do prefeito. “Ele demonstrou apreço pela corporação e isso é elogiável”.
O guarda aposentado e diretor do Sindest Mauro Jorge Reis de Souza, por sua vez, elogiou os vereadores por apoiarem, em sua totalidade, a luta do segmento. “Isso alivia as centenas de famílias preocupadas com a situação.
Para Fábio, Ferreira e Souza, tanto faz que medida o prefeito tomará para compensar a suspensão de dois adicionais sujeitos a cortes. “Pode ser abono, aumento salarial, reajuste, o que for”, disse Ferreira após o ato no legislativo. Leia a situação anterior em https://www.osinconfidentes.com.br/noticia/santos-sp-guardas-nao-aceitam-perda-de-direitos-e-podem-entrar-em-greve

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